Psoríase do Couro Cabeludo

 

A psoríase do couro cabeludo é uma das formas de manifestação da psoríase mais frequentes, podendo surgir em qualquer idade e, também, na sequência de outras formas da doença. Geralmente, apresenta-se como grandes placas espessas que atingem sobretudo a nuca, a linha do cabelo, atrás das orelhas e nos lóbulos.

A psoríase do couro cabeludo, como todas as formas de psoríase, não é contagiosa, e quando afecta esta zona geralmente não aparece na pele do corpo.

Esta doença é facilmente confundida com a vulgar caspa (dermite ou eczema seborreico, muito frequente nos adultos), mas ao contrário desta, que afecta quase todo o couro cabeludo, a psoríase forma placas muito distintas e deixa outras áreas livres, aparecendo zonas muito bem delimitadas, quase como uma "touca" de pele avermelhada coberta por escamas, ou como manchas discretas.

Além da caspa, a psoríase do couro cabeludo deve distinguir-se de outras situações como a tinha (micose) do couro cabeludo e a dermatite atópica (estas duas muito mais frequentes nas crianças).

As causas da psoríase não estão totalmente esclarecidas, mas é ponto assente que certos factores podem agravá-la/desencadeá-la. Entre os mais importantes estão o cansaço, a tensão emocional, o consumo de álcool e de tabaco. Daí que parte importante da terapêutica passe por modificações do estilo de vida do doente.

Sintomas

O doente pode sentir ardor, dor ou comichão. Muitas vezes a descamação é extensa e facilmente percebida pelos outros, com a agravante de as roupas ficarem sujas de escamas, o que prejudica o contacto a nível social, profissional e até familiar. Mesmo nos casos piores, por regra, não há enfraquecimento ou perda de cabelo. As raízes do cabelo situam-se abaixo da pele e não são afectadas e os fios de cabelo crescem saudáveis entre as escamas, não ficando presos por estas.

Embora a caspa não possa ser sentida quando se passa os dedos pelo cabelo, no caso das protuberâncias da psoríase, estas podem ser sentidas, devido ao crescimento das escamas e subsequente agrupamento destas entre os fios de cabelo.

Diagnóstico

Tal como na psoríase cutânea, o diagnóstico da psoríase do couro cabeludo deve ser sempre estabelecido pela observação clínica por um dermatologista. Este saberá distinguir esta patologia dos demais problemas que afectam o couro cabeludo e que também se manifestam com lesões vermelhas e descamativas.

Tratamento

Além de eventuais correcções do estilo de vida que podem agravar/desencadear o problema, ("stress", álcool, tabaco), a terapêutica da psoríase do couro cabeludo tem por base a aplicação de produtos. As escamas podem ser difíceis de remover, sendo necessária a aplicação prévia de queratolíticos (produtos que ajudam a amolecer e a remover as escamas), durante horas, seguida de lavagem com champôs específicos (alcatroados, com corticosteróides ou mesmo anti-caspa). Existem vários tipos de queratolíticos (líquidos, em gel e creme) sendo a forma de creme a mais eficaz. No entanto, muitos destes produtos mancham e têm um cheiro e textura desagradáveis.

A eficácia pode ainda ser aumentada recorrendo à massagem e ao uso de touca plástica impermeável. O tratamento deve ser mantido até ao desaparecimento das lesões.

A psoríase do couro cabeludo é hoje perfeitamente possível de ser controlada com a terapêutica e seguimento médico adequados. Existem ainda outros cuidados importantes a ter:
- Lavar e secar com suavidade o cabelo e tentar evitar coçar ou retirar as placas;

- Evitar o contacto dos produtos aplicados com o rosto;

- Para ajudar o couro cabeludo a recuperar o seu equilíbrio natural, pode usar um champô normal de tempos a tempos, alterando com um champô medicinal recomendado pelo seu médico dermatologista, que indicará a dose e frequência necessária em face do ciclo da doença em que se encontra;

- Certificar que seca bem atrás das orelhas e em ambos os lados dos lóbulos das orelhas;

- Não utilizar o secador no calor máximo e mantê-lo a 30 centímetros da cabeça ao secar cabelo;

- Evitar a utilização de rolos ou frisadores, porque puxam o cabelo e secam o couro cabeludo;

- Usar uma escova de cabelo com cerdas naturais em vez de uma escova de plástico;

 

 

 

Fontes informativas: PSO Portugal - Associação Portuguesa da Psoríase
Mundo da Pele - http://www.mundodapele.com.pt/
Aprenda a Viver com Psoríase - http://www.psorinfo.com/

Fonte  MediaHealth® Portugal